Conta a lenda que um pastor de uma aldeia distante tinha um cavalo que precisava ouvir determinadas palavras para obedecer quem nele montasse. Assim, ao falar “louvado seja o senhor, o cavalo galopava e ao dizer “amém”, o cavalo parava imediatamente. Eis que num determinado dia João, um montador da aldeia, precisou de um cavalo. O pastor ofereceu-lhe o seu, explicando que o animal obedeceria a palavras de comando: “Louvado seja o Senhor” para andar; “aleluia” para galopar; “amém” para o cavalo parar. Tendo compreendido as instruções, João montou o cavalo, disse, “Louvado seja o Senhor”, e o animal se pôs em movimento. Quando, mais à frente, João falou “aleluia”, o cavalo se pôs a galopar, então pode observar a sua frente um grande penhasco para onde o cavalo se dirigia a toda velocidade. Apavorado João tentava frear o cavalo que não obedecia a seus comandos de “Pare”, “Oah! Oah!”. Até que de repente lembrou-se das orientações do pastor e disse “amém”. Como que por milagre o cavalo freou, parando exatamente a beira do abismo. Ainda assustado João suspirou de alívio, dizendo: Meu Deus! Mas que sorte, “Louvado seja o senhor!” E o cavalo deu um passo a frente.
Esse texto retrata muito bem o problema que é falar demais. Quando falamos mais que o necessário, por melhor que posse ser nosso conhecimento em um determinado assunto, uma simples frase pode ser motivo da frustração. Dependendo da situação a perda é irreparável, perdemos não só o profissionalismo, mas o respeito e a credibilidade. A palavra desde o “homem da caverna” é sem duvida a principal marca de um relacionamentos. Quem gosta de se relacionar com pessoas que não cumpre o que fala. Quem acredita numa pessoa que é mentirosa, aliás quem fala de mais sempre conta algo a mais.
No livro de Tiago, capitulo 3 versículos 2 a 9 há uma definição interessante sobre a língua que exonera qualquer comentário como segue: “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo. Quando colocamos freios na boca dos cavalos para que eles nos obedeçam, podemos controlar o animal todo. Tomem também como exemplo os navios; embora sejam tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno, conforme a vontade do piloto. Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniqüidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno. Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e é domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus”.
Pense nisso!


