Quem de nós não tem em casa um quartinho da bagunça? Onde se guarda de tudo, principalmente aquilo que não é usado com freqüência? Lá em casa, por exemplo, o cantinho da bagunça tem de tudo, de computador velho a mesa de ping-pong. O quartinho funciona quase como um lugar de refugio para aquilo que não é mais útil, é uma cadeira que quebrou, roupa que não serve mais, sapato velho e um montão de tranqueira, até da para arriscar o trocadilho, quartinho da bagunça é igual mãe, sempre cabe mais um!
Desde pequeno agente aprende usar o quartinho da bagunça e perpetuamos de geração a geração, eu sei que meu bisavô e meu avô tinham, na casa de meu pai tem até hoje e provavelmente meus filhos terão o quartinho da bagunça no futuro. E não necessariamente precisa ser um quartinho literalmente, esse cantinho pode ser aquela caixinha de sapato guardada no roupeiro, aquele baú velho ou qualquer outra coisa onde guardamos o que não usamos.
Num sentido mais antrópico, o quartinho também pode ser comparado as nossas emoções guardamos tudo para nós mesmos principalmente nossos desamores, frustrações, inimizades e tudo aquilo que julgamos que queremos não lembrar. Diferente quando o assunto é material até onde vale apena manter guardadas lembranças que nos fazer mal? Parece que ainda não descobrimos o “botão” apagar e essas lembranças e mesmo não querendo lembrar surgem quando nem imaginemos.
O pior que vamos enchendo nosso “quartinho” emocional com tantas coisas que chega um dia que não conseguimos mais avançar. Hoje em dia é possível conversar com um adolescente e ver em seu semblante as frustrações da vida. A vida é boa quando se sabe viver, indiferente da faixa etária. Para mim o melhor jeito de não guardar as coisas ruins da vida, é saber liberar o perdão, afinal somos seres humanos e estamos sujeitos a cometer falhas. Mas vale lembrar que perdão é algo divino, talvez isso explique porque não conseguimos perdoar e conseqüentemente guardamos tudo no quartinho, estamos nos afastando do Divino.
Pense nisso!



10 junho 2011 às 0:04
Douglas, mais uma vez parabens