A hipocrisia do Natal

Você se acha abençoado por ter o que comer? Lembre-se: o mundo não gira em torno de você!
Está chegando o Natal, a grande festa do Cristianismo. Embora a verdadeira origem do dia 25 seja desconhecida pela maioria dos cristãos, todos comemoram esta data pensando ser o dia do nascimento de Jesus Cristo. Eu não comemoro o Natal e ainda critico, pois vejo uma grande hipocrisia nesta época.
A hipocrisia do Natal consiste em fazer o bem agora e esquecer-se do mundo depois. Nesta época as pessoas são solidárias, todas querem ajudar de alguma forma um necessitado. Nesta época surgem os grandes super-heróis, aqueles que desejam salvar o mundo. Quanta hipocrisia… Passa-se o Natal e vem mais festa… No réveillon todos fazem planos para melhorar a própria vida e também a de seus semelhantes. Mas não é o que acontece, pelo menos não é o que se vê. A maioria das pessoas passam a viver o ano seguinte na rotina de sempre, sem se preocupar com o próximo, com os demais seres vivos e com o mundo em geral. É um ciclo que consiste basicamente em viver normalmente sem se preocupar com o mundo até o mês de dezembro. Dezembro é a época de desejar o melhor para todos e fazer algo de bom, porque é Natal.
Não me canso de citar o fato de religiosos (leia-se cristãos neste caso), precisarem de uma motivação baseada em fé para fazer algo de bom. Salvo exceções, claro. Mas a verdade é que estes mesmos cristãos condenam os ateus por não seguirem seus costumes e tradições, por não crerem num Deus e por não comemorarem o Natal. Mas esquecem que ateus estão a todo o momento preocupados com o mundo e com todos os seres vivos, afinal, somos animais como qualquer outro, o diferencial está na nossa inteligência.
O Natal é a motivação para que muitas pessoas façam algo de bom para o mundo. Este seria o único lado bom da data, a meu ver. Pelo menos no mês de dezembro elas ajudam uma família pobre, doam brinquedos e roupas ou colaboram financeiramente com alguma entidade assistencial. Mas o fato é que as famílias pobres não passam fome, não precisam de roupas e qualquer outro tipo de ajuda somente na época de Natal. Durante o ano todo estão necessitando de ajuda, mas neste período as pessoas estão ocupadas demais trabalhando, planejando uma viagem de férias, preparando a lista de presentes para amigos e familiares, ou estão ocupadas demais pensando na grande ceia de Natal. A miséria existe a todo o momento no mundo, existe o ano todo. Muitas crianças passam fome 365 dias por ano, não somente na época de Natal. Um mendigo pedindo ajuda na metade do ano é algo totalmente diferente de um mendigo pedindo ajuda na época do Natal. A triste realidade nos mostra que este mendigo conseguirá mais ajuda na época do Natal e certamente será rejeitado em outras épocas.
Muitos religiosos nos criticam por não crermos num Deus. Muitos afirmam que somos pessoas más, nos chamam de servos do diabo, afirmam também que somos pessoas más para a sociedade. Mas enquanto os religiosos estão ocupados em igrejas, lendo um livro escrito há milhares de anos, modificado várias vezes por vários autores, livro este que ensina poucas coisas boas que todos conhecem (porque pastores e padres só lêem coisas bonitas em cultos), livro que também ensina muitas coisas ruins que a maioria das pessoas desconhece (porque pastor algum vai ler textos que tirem pessoas da igreja), enquanto isso os ateus estão ocupados colaborando com o mundo durante o ano todo, ajudando pessoas necessitadas, sendo voluntários em projetos sociais. Não precisamos de datas comemorativas para fazer o bem. Não precisamos crer em algo sobrenatural para sermos pessoas boas.
Penso que sendo cristãs, as pessoas devem comemorar o Natal, pois faz parte da tradição da religião que seguem. Porém, não devem sustentar esta hipocrisia existente no mundo, se considerando pessoas “abençoadas” por terem onde morar, por terem o que comer, por terem o que vestir-se. O mundo não gira em torno de cada pessoa que se diz “abençoada”. A vida é algo precioso, por isso deve ser respeitada e valorizada todos os dias do ano, não somente na época do Natal. O mundo precisa de nós todos os dias, em todas as estações do ano.
O que realmente importa no Natal
O vídeo abaixo contém um música natalina que fala sobre o que realmente importa no Natal: a família.
Essa música provocou a ira de cristãos na Austrália, ao ser incluída em um CD natalino beneficente. Segundo os cristãos revoltados, ela é considerada anti-cristã, ofensiva e de mau gosto.
Feliz é o ateu
O vídeo abaixo mostra brevemente como é a vida de um ateu. Confira:
Os Dez Mandamentos em Versão Moderna
Os cristãos seguem dez mandamentos que foram escritos há milhares de anos e estão contidos no que chamam de “Livro sagrado”.
Abaixo dez mandamentos em versão moderna. Eu poderia até afirmar que são os 10 mandamentos seguidos pelos ateus. Muito mais ético, penso eu.
1- Não faça aos outros o que não quer que façam com você.
2- Em todas as coisas, faça de tudo para não provocar o mal.
3- Trate os outros seres humanos, as outras criaturas e o mundo em geral com amor, honestidade, fidelidade e respeito.
4- Não ignore o mal nem evite administrar a justiça, mas sempre esteja disposto a perdoar erros que tenham sido reconhecidos por livre e espontânea vontade e lamentados com honestidade.
5- Viva a vida com um sentimento de alegria e deslumbramento.
6- Sempre tente aprender algo de novo.
7- Ponha todas as coisas à prova; sempre compare suas ideias com os fatos, e esteja disposto a descartar mesmo a crença mais cara se ela não se adequar a eles.
8- Jamais se autocensure ou fuja da dissidência; sempre respeite o direito dos outros discordar de você.
9- Crie opiniões independentes com base em seu próprio raciocínio e em sua experiência; não se permita ser dirigido pelos outros.
10- Questione tudo.
Mito: O homem só utiliza 10% da capacidade do cérebro
Um fator que certamente alimentou a propagação deste mito é o fato de que ele proporciona uma explicação “científica” para a suposta capacidade psíquica ou paranormal de certas pessoas. Enquanto os meros mortais utilizam somente 10% de seu cérebro, algumas pessoas teriam a capacidade (inata ou desenvolvida) de utilizar os 90% restantes, desenvolvendo poderes mentais muito além do geralmente aceito pela ciência. O mesmo argumento é às vezes empregado na propaganda de técnicas ou cursos de desenvolvimento mental que garantem, por exemplo, a obtenção de uma incrível capacidade de memorização.
Infelizmente, por mais que esta idéia inspire nobres esforços em busca do auto-aperfeiçoamento, sabe-se que, apesar de a evolução ter gerado uma certa redundância nos circuitos do cérebro, ele é usado por completo. Diversas técnicas empregadas pela neurociência moderna (tomografia, ressonância magnética, etc) mostram que não existem áreas inativas no cérebro. Como determinadas funções são concentradas em áreas específicas do cerébro, pode ocorrer que em um dado momento uma certa função (e sua região cerebral correspondente) não esteja sendo utilizada. Isto é, não utilizamos 100% do nosso cérebro durante 100% do tempo, mas utilizamos todo o cérebro ao longo de nossas diversas atividades normais.
Mesmo sem o conhecimento destes fatos, não seria muito dificil identificar a falsidade deste mito. Afinal de contas, se a maioria das pessoas deixassem 90% de seu cérebro ociosos, um traumatismo craniano que envolvesse a perda de massa cerebral não seria algo tão grave a não ser que a vítima tivesse o grande azar de perder os 10% importantes. Alguém já viu um médico dizer para a família de uma vítima de um tiro na cabeça, “Seu filho teve sorte, a bala atingiu uma área ociosa do cérebro… “?. Da mesma forma, 90% dos tumores de cérebro seriam facilmente resolvidos, podendo a área afetada ser retirada sem maiores problemas.
Alguém poderia argumentar que os 10% referem-se não ao volume do cérebro, mas a algum índice de atividade (como sua velocidade de processamento ou capacidade de armazenamento). Entretanto, não se conhece nenhuma técnica para a determinação de um limite teórico para estes processos, de forma que seja possível determinar a eficiência do cérebro de uma pessoa em particular. Assim, qualquer quantificação desta eficiência seria nada mais que um “chute”, sem qualquer sentido real.
A origem exata deste mito é desconhecida, mas provavelmente deriva da interpretação errônea das primeiras pesquisas sobre o funcionamento do cérebro, no início do século XX. Aparentemente, Einstein inadvertidamente colaborou para a propagação deste mito ao usá-lo para responder a um jornalista que lhe perguntou a razão de sua grande inteligência.
Fonte: http://www.projetoockham.org/boatos_cerebro_1.html
Milagres: consequência da Evolução Humana
Através dos milhões de anos da evolução humana, o progresso mais importante para a sobrevivência e eventual domínio de nossas espécies, foi o aumento a área do cérebro chamada Lóbulos Frontais, que nos deu poderes de autocontrole, organização e a habilidade de antecipar, de ver à frente. O vídeo abaixo relaciona a evolução humana com as diversas crenças pelo mundo.
Autobiografia de Charles Darwin
“Eu era ortodoxo na época em que estive a bordo do Beagle. Lembro-me de provocar gargalhadas em vários oficiais por citar a Bíblia como uma autoridade incontestável (…). Nesse período, entretanto, percebi pouco a pouco que o Velho Testamento (…) não merecia mais confiança do que os livros sagrados dos hindus ou as crenças de qualquer bárbaro. (…) Eu não estava disposto a desistir de minha crença com facilidade, lembro-me das inúmeras vezes em que inventei devaneios com a descoberta de antigas cartas entre romanos ilustres e de antigos manuscritos em Pompéia, ou em algum outro lugar, que confirmassem de maneira admirável tudo o que estava escrito nos Evangelhos. Mas eu tinha uma dificuldade cada vez maior, soltando as rédeas de minha imaginação, de inventar provas suficientes para me convencer. Fui tomado lentamente pela descrença, que acabou sendo completa. A lentidão foi tamanha que não senti nenhuma aflição, e desde então nunca duvidei de que minha conclusão foi correta. Aliás, mal consigo entender como alguém possa desejar que o cristianismo seja verdadeiro.”
Charles Darwin, Autobiografia 1809 – 1882
