Palavras-chaves: Natureza

Testemunhas da Vida

No meu artigo “A verdadeira arte de saber viver”, citei como age um ateu com relação à vida. Quem pratica o ateísmo vive mais alegre e com muito mais otimismo. Admira a natureza e toda a beleza que ela nos proporciona. Neste texto vou reforçar minha opinião sobre o ateísmo, fazendo uma breve comparação com a religião.

As religiões mantêm suas tradições, dogmas e costumes. Ensinam as pessoas a satisfazer-se com respostas que na prática não respondem a nada. Usam textos de livros considerados sagrados para descrever como o mundo começou, ou então, que relação há entre um Deus e as pessoas. Isso acaba com a curiosidade, destrói toda a capacidade de maravilhar-se com as belezas que o mundo nos dá. Ver o mundo como ele realmente é destrói a prática da religiosidade.

Ao contrário do que muitos pensam o ateísmo não é uma prática de desilusão. É comum alguém dizer “você é ateu, então vive à toa”. Um ateu não tem uma vida sem sentido, muito pelo contrário. Quando negamos a idéia de que há outra vida, vivemos com muito mais entusiasmo esta. Esta vida que temos agora não é algo para ser suportado antes que venha uma salvação divina ou uma condenação. O agora é tudo o que temos. Devemos aproveitar ao máximo esta vida, pois é a única que temos. Por esta razão o ateísmo é uma afirmação da vida, de um modo que a religião nunca poderá ser.

Eu costumo chamar um ateu de “testemunha do tempo”, ou “testemunha da vida”. Há muita beleza nesta vida e todos nós temos a oportunidade de explorar, investigar, questionar. Mas geralmente, somente os ateus agem desta forma. Os religiosos apenas vêem a natureza como algo que um Deus criou. Aliás, quando alguém pergunta sobre as evidências da existência de Deus, um religioso costuma sempre afirmar que “a natureza é a maior prova da existência de Deus”. Um religioso costuma admirar a natureza apenas como uma boa criação divina. A religião ensina isso, ela apenas fornece respostas fáceis e pouco satisfatórias.

Já a ciência, entre muitas outras coisas, nos mostra que a vida não é tão simples da forma como a religião ensina. É por isso que um ateu se apaixona pela ciência. Um ateu admira a ciência, pois esta busca reais explicações para a vida. Constantemente a ciência revela a majestade do nosso mundo em toda sua complexidade.

Religiosos costumam afirmar que há algo mais que apenas este mundo, que apenas esta vida. Mas por que desejam mais do que esta vida? O fato de estarmos vivos é um privilégio. Vamos morrer e isso nos faz afortunados, pois a maioria nunca vai morrer, pois nunca vieram a nascer. Se pararmos para pensar em todos os modos em que nossos genes poderiam permutar, todos nós somos muito afortunados de estarmos vivos. O número de eventos que tiveram que ocorrer para que existamos. Temos o privilégio de estarmos vivos, por isso devemos aproveitar ao máximo nosso tempo nesta vida que é a única que temos.


A verdadeira arte de saber viver

Eu critico todo e qualquer religioso que afirma que sem Deus uma pessoa não pode ser feliz. Isso se ouve muito, tanto em igrejas, como também na mídia em geral. Critico porque sou ateu e posso afirmar que sou muito mais feliz que muitos religiosos que conheço. Isso porque a maioria dos religiosos desconhece a verdadeira arte de saber viver.

A vida de um religioso é baseada na fé, suas atitudes são muitas vezes motivadas pelos fundamentos e dogmas da religião da qual faz parte. E são justamente esses fundamentos que fazem com que as pessoas deixem de conhecer as belezas da vida. Claro que não são todos, mas a maioria dos religiosos fica horas dentro de uma igreja, ou ficam horas lendo um só livro que para eles é sagrado, quando poderiam estar conhecendo, estudando as maravilhas que a natureza tem e que está muito próximo de todos nós. Um religioso cristão, por exemplo, eu diria que é pessimista nato, pois tem em mente que já nascemos com pecados e que temos que viver adorando um Deus para que possamos alcançar a glória um dia. E para isso, é preciso estar em igrejas, ler a Bíblia, jejuar, etc. Ao contrário disso tudo, um ateu vive adorando as coisas da natureza, estuda para saber como as coisas funcionam, admira o universo, lê vários livros, adquire conhecimentos importantes. Não posso generalizar, mas a maioria dos religiosos deixa de aproveitar a vida e a beleza que ela nos dá para ficarem horas e mais horas se dedicando a fé que tem em um Deus, deixando de aprender muitas coisas interessantes.  Poderiam até fazer as duas coisas, mas quem tem a fé como base de tudo ignora a razão, pois para eles a razão é inimiga da religião.

Conheço muitos religiosos que são infelizes. Então para eles vou dar dicas que parecem óbvias, mas ainda há quem desconhece.

Para se ter uma vida feliz e estar sempre alegre, é preciso afastar as ideias pessimistas, procurando sempre desenvolver em sua mente um otimismo sadio, que não é o mesmo de ilusão, muito pelo contrário, significa um esforço inteligente para higienizar sua mente. E não há nada melhor que higienizar a mente tendo contato com a natureza. Mas, num mundo cada vez mais automatizado devido os grandes avanços tecnológicos, juntamente com a correria do dia-a-dia, as pessoas acabam tendo menos contato com a natureza, tornando-as mais insensíveis à maravilha do universo.

Não é preciso entrar em uma mata para ver o que a flora tem de maravilhoso. Admirar a beleza de uma flor no jardim, sentir-lhe o perfume por alguns instantes já significa levantar um pouco o véu que esconde o tesouro das belezas naturais e deixar que esse espetáculo faça brotar mais otimismo em nossa mente. Também não é necessário se retirar do centro urbano para ver o que a fauna nos oferece de reconfortante para a mente. No mistério da vida dos pequenos insetos se escondem muitas belezas naturais. Basta abrir os olhos e admirar. Não é preciso ir muito longe para visualizar as riquezas e belezas que a natureza tem para nos oferecer.

A felicidade existe potencialmente dentro de cada um de nós. Só é preciso saber descobri-la. É plantando alegria que se elimina a tristeza. As pessoas devem evitar as ideias pessimistas. O que se deve fazer é cultivar ideias otimistas e apoiar-se nos sucessos para enfrentar novas lutas. E o principal: não perder a sintonia com a natureza e não se privar dos seus encantos, pois são eles a fonte de alegria e felicidade.

Quem conhece e pratica o ateísmo costuma viver desta maneira, admirando a natureza e sempre mantendo pensamentos otimistas. É por isso que ateus têm uma vida mais alegre e interessante, pois conhecem a verdadeira arte de saber viver. Há sim pessoas que são felizes por adorarem um Deus, mas não é algo necessário para se obter felicidade, como muitos pensam.


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