Palavras-chaves: Religião

Testemunhas da Vida

No meu artigo “A verdadeira arte de saber viver”, citei como age um ateu com relação à vida. Quem pratica o ateísmo vive mais alegre e com muito mais otimismo. Admira a natureza e toda a beleza que ela nos proporciona. Neste texto vou reforçar minha opinião sobre o ateísmo, fazendo uma breve comparação com a religião.

As religiões mantêm suas tradições, dogmas e costumes. Ensinam as pessoas a satisfazer-se com respostas que na prática não respondem a nada. Usam textos de livros considerados sagrados para descrever como o mundo começou, ou então, que relação há entre um Deus e as pessoas. Isso acaba com a curiosidade, destrói toda a capacidade de maravilhar-se com as belezas que o mundo nos dá. Ver o mundo como ele realmente é destrói a prática da religiosidade.

Ao contrário do que muitos pensam o ateísmo não é uma prática de desilusão. É comum alguém dizer “você é ateu, então vive à toa”. Um ateu não tem uma vida sem sentido, muito pelo contrário. Quando negamos a idéia de que há outra vida, vivemos com muito mais entusiasmo esta. Esta vida que temos agora não é algo para ser suportado antes que venha uma salvação divina ou uma condenação. O agora é tudo o que temos. Devemos aproveitar ao máximo esta vida, pois é a única que temos. Por esta razão o ateísmo é uma afirmação da vida, de um modo que a religião nunca poderá ser.

Eu costumo chamar um ateu de “testemunha do tempo”, ou “testemunha da vida”. Há muita beleza nesta vida e todos nós temos a oportunidade de explorar, investigar, questionar. Mas geralmente, somente os ateus agem desta forma. Os religiosos apenas vêem a natureza como algo que um Deus criou. Aliás, quando alguém pergunta sobre as evidências da existência de Deus, um religioso costuma sempre afirmar que “a natureza é a maior prova da existência de Deus”. Um religioso costuma admirar a natureza apenas como uma boa criação divina. A religião ensina isso, ela apenas fornece respostas fáceis e pouco satisfatórias.

Já a ciência, entre muitas outras coisas, nos mostra que a vida não é tão simples da forma como a religião ensina. É por isso que um ateu se apaixona pela ciência. Um ateu admira a ciência, pois esta busca reais explicações para a vida. Constantemente a ciência revela a majestade do nosso mundo em toda sua complexidade.

Religiosos costumam afirmar que há algo mais que apenas este mundo, que apenas esta vida. Mas por que desejam mais do que esta vida? O fato de estarmos vivos é um privilégio. Vamos morrer e isso nos faz afortunados, pois a maioria nunca vai morrer, pois nunca vieram a nascer. Se pararmos para pensar em todos os modos em que nossos genes poderiam permutar, todos nós somos muito afortunados de estarmos vivos. O número de eventos que tiveram que ocorrer para que existamos. Temos o privilégio de estarmos vivos, por isso devemos aproveitar ao máximo nosso tempo nesta vida que é a única que temos.


Conflitos religiosos… este mal nunca acaba!

Quando digo que a religião é perigosa as pessoas sempre me criticam, dizem que sou louco por achar que algo tão “belo” pode destruir o mundo. Eu defendo a ideia de que a religião é um mal para a sociedade por vários motivos, pois a vejo de uma forma ampla, e não individual de cada pessoa. Aqui vou citar um exemplo apenas: o conflito existente pelo mundo entre Cristianismo e o Islamismo.

Grandes conflitos são motivados pelas religiões. Não somente agora, sempre houve em todo o mundo. A religião já matou muitas pessoas e continua matando. Alguns religiosos matam pessoas e animais inocentes em nome do Deus que eles acreditam. Realizam atentados, destroem prédios matando milhares de pessoas. Outras sacrificam os próprios filhos, e no tribunal afirmam que “Deus ordenou” (já houve casos com relação a isso). Sim, foram religiosos radicais, fanáticos. Mas temos que observar o seguinte: o que sustenta a religião? Um fanático não está fazendo o que Deus dele pede? Pense nisso! Em outro texto darei a minha opinião sobre isso.

O fato atual é: Um pastor americano está convocando os seus seguidores para queimarem no próximo dia 11 de setembro o Alcorão (ou Corão, como é conhecido também), que é o livro sagrado dos muçulmanos, seguidores do Islamismo. Isso porque ele tem em mente que o povo americano deve “vingar” a destruição das Torres Gêmeas de Nova Iorque, em 2001, quando radicais islâmicos realizaram o atentado que matou milhares de pessoas.

A mídia toda está noticiando este fato. O governo dos Estados Unidos está preocupado, está em alerta. O presidente Barack Obama afirmou que este ato deixará os radicais islâmicos ainda mais furiosos. Certamente é isso que acontecerá mesmo. Tanto é que, no Afeganistão (país onde o islamismo é predominante), já estão com a campanha pronta: “Morte à América”. Este ato do pastor será sem dúvidas, uma motivação para que haja novos atentados. Agora é esperar para ver. A religião sempre causou danos ao mundo, e infelizmente vai continuar causando.

Assista o vídeo a respeito desse fato:



Os donos da verdade

Há pessoas que estão sempre tentando convencer outras que sua maneira de pensar e ver as coisas é a correta. Estas pessoas são consideradas as donas da verdade. Só elas sabem o que é certo e o que é errado. Citam que suas atitudes são boas, que podem mudar o mundo. Se você não tiver estas mesmas atitudes, você está fazendo algo errado, está cometendo algum pecado. Estas pessoas que defendem a idéia de que possuem o “dom da verdade” conseguem facilmente influenciar outras que possuem uma mentalidade alienada. Isso de fato ocorre há séculos.

A existência de um Deus como todos devem (ou deveriam) saber, é uma probabilidade que vai de 0 a 100%. Para um crente fanático a probabilidade da existência de um Deus é de 100% certeza de que Ele existe. Para um agnóstico que está em cima do muro, a probabilidade é de 50%. Já para um ateu convicto, a probabilidade da existência de qualquer Deus é de 0%. Penso que ninguém pode afirmar com total certeza que Deus existe, da mesma forma que um ateu não pode afirmar com certeza absoluta que não existe um Deus. Afinal, a existência de um Deus também pode ser considerada uma hipótese como qualquer outra. Ateus convictos são raros. Acredito que todo ateu pratica o ceticismo, ou deveria praticar. Um ateu não acredita em Deus pela simples falta de evidências de sua existência. Um religioso acredita firmemente em Deus sem existir estas evidências. Apenas crê porque tem Fé de que Ele existe. As supostas evidências da existência de Deus para os religiosos seriam as estrelas, a natureza, os animais, o próprio ser humano e tudo o que podemos enxergar com os olhos que supostamente também foi Deus quem criou. Em síntese, os religiosos acreditam que tudo que há na face da Terra foi Deus que criou. Para eles não precisa de evidência maior que a própria existência de tudo para provar que Deus existe.

Para quem acredita em Deus a ciência sempre foi vista como inimiga da religião. Isto porque a ciência diz que o mundo surgiu através de processos naturais, não de uma criação divina. A ciência mostra evidências que tiram toda e qualquer afirmação contida na Bíblia, Corão ou outro “livro sagrado” que supostamente contem palavras de Deus. Os dinossauros, por exemplo, a ciência mostra as evidências da sua existência na Terra há milhões de anos, a religião nega tal fato. Mas ainda há religiosos que acreditam nos dinossauros, ou então nos fósseis encontrados que podem comprovar a evolução humana, isto é, acreditam na ciência. Estes seriam agnósticos do “nível quatro”, eu diria (vou explicar isso em um artigo posterior).

A ciência estuda a teoria da evolução humana. Muitas pessoas que são crentes em Deus afirmam que a ciência diz que o homem veio do Macaco, o que é um grande equívoco, pois a ciência diz que o homem teve um ancestral semelhante a do macaco, e não que o homem era o macaco que vemos atualmente em zoológicos, por exemplo. Esta é uma falácia antiga que muitos religiosos insistem em manter em pleno século XXI. O Pai Fundador Americano, Benjamim Franklin, disse certa vez: “O jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão”. Eu penso que a maioria dos religiosos desconhece estudos como o da Seleção Natural, por exemplo, mas são experts em textos bíblicos. Ficam horas lendo a Bíblia, mas são incapazes de ler livros que podem dar uma reposta mais eficaz, livros que mostram as evidências da evolução da vida na Terra. Mas, o que justifica tal atitude é o fato de serem crentes, sendo assim devem ignorar o que a ciência diz, pois tudo que ela mostra é falso. Não é assim que funciona? Então, quem são os donos da verdade? Penso que poderiam ser aquelas pessoas que dizem, por exemplo: “Leiam somente a Bíblia, não leiam livros científicos porque são obras do demônio”. Chega a ser tenebroso a forma que muitos ignoram a razão. É um enorme desperdício da capacidade humana de aprender coisas novas.

O antropólogo Ashley Montagu, assim como muitos outros, tinha o seguinte pensamento sobre quem seriam os donos da verdade. Segundo ele, “A ciência tem provas sem certeza. Os religiosos têm certezas sem qualquer prova”. Isso deixa bastante claro quem seriam os donos da verdade.

A cada ano a ciência avança seus estudos e descobre coisas novas. A religião a cada ano persiste em pregar seus velhos discursos, sem fatos evidentes, apenas crendices e promessas de que um homem vai descer do céu para salvar todos. Para a ciência, as evidências por ela encontradas são apenas peças chaves para estudos maiores, nada de certezas. Para quem é fascinado pela ciência sabe que ela não nos dá certezas. Já a religião (vou usar o Cristianismo como exemplo por ser a de maior predomínio no Brasil), usa a Bíblia como livro chave para “provar” que tudo se originou de um esforço de sete dias de trabalho de um Deus. A ciência não discute a Bíblia, mas se qualquer pessoa buscar evidências já apresentadas por ela poderá ver que a Bíblia contém fatos absurdos, sem qualquer lógica. Um exemplo? A Bíblia nos mostra que a idade da Terra é de menos de 10 mil anos. Fósseis de dinossauros que viveram a milhões de anos são evidentes, somente uma pessoa que tem muita fé e ignora totalmente a razão pode duvidar disso, pode achar que os fósseis encontrados e estudados são de “mentirinha”. O que falar então da cobra falante do livro de Gênesis? Há teólogos que afirmam que a história de Adão e Eva é simbólica. Se for simbólica, então Jesus morreu a toa, pagando por pecados de uma pessoa que nunca existiu? Ou a Bíblia toda é simbólica, ou toda ela é literal. Já comentei sobre isso no artigo A Bíblia que nem todos conhecem (Parte 2). A Bíblia tem muitos fatos que não fazem sentido. Matusalém, conforme consta na Bíblia viveu por mais de 900 anos. (Gênesis 5:21-27) Eu sempre tive a curiosidade de saber o que ele fez em todo esse tempo. Enfim, a ciência estuda – ela não afirma com convicção – que o mundo faz parte de uma evolução, diferente dos religiosos, que afirmam com total certeza que um Deus criou tudo e está a nos vigiar a todo instante.

Recebi recentemente no artigo que escrevi A Bíblia que nem todos conhecem um comentário de um fanático religioso, onde ele cita basicamente que eu, Ever Lisboa, sou o diabo por estar escrevendo estes textos onde critico e opino sobre a religião. Certamente esta pessoa não concordou com que eu coloquei no artigo, que é apenas uma opinião que publiquei em um modesto Blog. O que se pode analisar com isso é que os céticos ateus, a ciência e todo aquele que não acredita em Deus, ou em Papai-Noel, Fadas, Gnomos, estão abertos à críticas, diferente da maioria dos religiosos, que apenas gostam de citar que eles estão certos, que a verdade a eles pertencem e que todo aquele que critica ou simplesmente é contra uma religião, é um pecador, é uma pessoa que vai para um inferno, ou então, é o próprio diabo escrevendo em um Blog. Para quem estuda ou acompanha a ciência, sabe que ela implora para que alguém prove que ela está errada, já a religião condena todos aqueles que tentam provar que ela está errada.

Para finalizar, um curto texto do já falecido comediante americano George Carlin:

A religião convenceu mesmo as pessoas de que existe um homem invisível – que mora no céu – que observa tudo o que você faz, a cada minuto de cada dia. E o homem invisível tem uma lista especial com dez coisas que ele não quer que você faça. E, se você fizer alguma dessas dez coisas, ele tem um lugar especial, cheio de fogo e fumaça, e de tortura e angústia, para onde vai mandá-lo, para que você sofra e queime e sufoque e grite e chore para todo o sempre, até o fim dos tempos… Mas ele ama você!


O Retrato do Vírus da Fé

Esta imagem retrata bem como funciona o Vírus da Fé. Neste caso há uma criança inocente sendo moldada pelos pais cristãos. Nas demais religiões ocorre da mesma maneira. Um pai Cristão jamais irá moldar seu filho baseando-se na religião Islâmica, por exemplo, ou Budista. Não existe criança cristã, o que existe são pais cristãos. A criança não tem a opção de escolher qual religião deseja seguir, ou se realmente deseja seguir alguma.

Esta criança que está sendo infectada pelo Vírus da Fé, caso não consiga se livrar do vírus assim que estiver apta mentalmente para raciocinar, irá infectar as futuras gerações, fazendo com que as crenças permaneçam na sociedade com o passar do tempo. Nesta fase da infância é que colocam na mente das pessoas ideias supersticiosas, sendo as principais: céu e inferno. O medo que esta criança terá ao ouvir pessoas lhe falando sobre o inferno, permanecerá por um bom tempo em sua mente. Para as pessoas que não conseguem se livrar do Vírus da Fé, infelizmente este medo permanecerá na mente delas a vida toda.

Publiquei recentemente neste Blog um artigo sobre o Vírus da Fé, para ler clique aqui.


Podemos ser pessoas boas sem religião?

Anteriormente criei o artigo Um Vírus chamado Fé, onde descrevi porque uma pessoa segue uma determinada religião e como as crenças se mantêm em todas as gerações. Desta vez criei este texto atendendo a solicitação de um leitor, o qual publicou um comentário sobre o artigo anterior.

O leitor em seu comentário, basicamente citou que a fé pode mudar a personalidade de uma pessoa. Segundo ele, Deus opera milagres na vida das pessoas, mudando seus hábitos, costumes e pensamentos. Percebo que o leitor quis citar que a fé em qualquer Deus é importante para que uma pessoa tenha atitudes lícitas diante a sociedade. Teoricamente para ele, sem religião não há moralidade. Posso estar enganado com relação o pensamento do caro leitor, mas certamente esse é um ideal que muitos religiosos têm em mente. Muitos acham que é difícil ter na sociedade pessoas de boa conduta sem terem fé em Deus, ou sem seguir alguma religião. Afirmam que é difícil a existência de moralidade sem que haja qualquer tipo de fé. Mas o que seria a moralidade para aqueles que acreditam em Deus? Paremos para pensar um pouco.

Penso que se uma pessoa pratica o bem para obter recompensa e aprovação de Deus, ou para evitar a punição (não queimar no fogo eterno), isso não é moralidade, mas sim uma grande bajulação. Suponhamos que uma pessoa crente afirma que na ausência de um Deus faria o mal, mataria, roubaria e cometeria crimes, esta pessoa seria completamente imoral. Agora, se esta pessoa afirma que teria boas condutas mesmo sem um Deus, ela automaticamente está admitindo que Deus não é necessário para ser uma pessoa boa. Uma pessoa que só muda de atitudes devido à religião, é um tanto quanto imoral. Vou repetir: boa parte dos religiosos acha que a motivação que uma pessoa tem para ser boa vem da religião. É como pensar que se todas as religiões do mundo de repente acabassem todas as pessoas se tornariam más, sem bondade, caridade, seriam todas egoístas. Realmente, a meu ver para uma pessoa ser ou se tornar boa não é preciso a intervenção da religião, ou de um pastor para convertê-la, tampouco haver um “milagre divino” para a pessoa ter uma vida melhor.

Há muitas pessoas que afirmam que ateus por não seguirem nenhuma religião são pessoas más, que cometem crimes e fazem muito mal à sociedade. Hitler, por exemplo, era católico – embora muitos afirmem incorretamente que ele era ateu – mesmo sendo um religioso ele praticou o mal. Se visitarmos cadeias pelo mundo veremos que há muitos presos religiosos que têm fé em Deus e mesmo assim praticaram crimes, muitas vezes motivados pela própria fé (há muitos casos de pessoas que mataram porque segundo elas “Deus ordenou”). Muitas tragédias praticadas pelo mundo foram motivadas pela fé, como por exemplo, o caso das torres gêmeas nos EUA, em 2001. Se um homem que era bêbado, batia na mulher e nos filhos, gastava dinheiro com prostitutas, de repente um pastor o converte e ele se torna um evangélico fiel a Deus e sua vida muda para melhor, não vejo evidência nenhuma de um suposto milagre de Deus na vida desta pessoa. Muitas guerras existentes no mundo são motivadas por religiões, isto é fato! Por que então, Deus não opera milagres nestes povos que estão em conflitos? Seria fácil para Ele converter todos, já que Deus é onipotente, conforme dizem os religiosos.

A justificativa que a maioria dos religiosos usa para defender a fé em Deus, é que sem religião não teremos como saber o que é bom e o que é mal. Que sem religião não há um padrão de moralidade. As evidências que vemos no dia-a-dia não sustentam a ideia de que a religiosidade está ligada a moralidade. Sem querer fazer no momento apologia ao ateísmo, mas dificilmente se vê um ateu cometendo crimes, matando pessoas ou praticando assaltos (vou publicar um artigo descrevendo o ateísmo, pois muitos confundem Ateu com Anti-Cristo), isso porque geralmente ateus são bem instruídos, têm um nível maior de inteligência ou ponderação que impedem de praticarem atos criminosos.

Claro, há casos isolados de pessoas que se autodenominam ateus sem serem na realidade, mas uma pessoa que realmente segue o ateísmo jamais comete crimes, pois o ateísmo verdadeiro está diretamente ligado ao humanismo, que nada mais é do que um sistema ético que todo ateu segue, fazendo com que prevaleça sempre o respeito à vida e todos os seus componentes. O que quero citar aqui é que o fato de uma pessoa não seguir uma religião ou não ter fé em Deus, não significa que esta pessoa pratique o mal, que seja imoral diante a sociedade. Há muitos religiosos criminosos, por outro lado há muitas pessoas sem fé em qualquer Deus e sem nenhuma religião praticando o bem. Podemos sim ser pessoas boas sem religião.


Um Vírus chamado Fé

Um dos assuntos mais discutidos em todo o mundo sem dúvida é a origem da vida e seus mistérios. Progressivamente, a ciência tem desmascarado velhos mitos religiosos que explicavam como tudo foi criado, porém, ainda há pessoas que aderem ao Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, ou outro tipo de crença, e continuam preferindo rejeitar a razão e ter fé em seu onipotente criador. Por mais avançada que a ciência fique, a fé ainda permanece entre as pessoas, e esta fé irracional sustenta a intolerância presente na sociedade.

Existem no mundo milhares de crenças e muitas religiões, todas com seus dogmas, costumes, ideais, e principalmente: todas seguem um Deus. Isto é, existem vários deuses, mas qual deles realmente é real? Cada crença defende o seu Deus e nega a existência de outros. Por exemplo, um dos dogmas da igreja Católica é “Não existe mais que um único Deus”. A verdade é que tudo que se diz respeito a religião do outro é chamado de Mitologia. Tudo isso porque há no mundo um vírus poderosíssimo capaz de influenciar boa parte da humanidade. Trata-se de um vírus chamado Fé.

Por que uma pessoa é cristã e não muçulmana, por exemplo? Todos os seres humanos nascem sem fé em algum Deus, mas são impelidos a terem fé em um determinado Deus na medida em que são educados e doutrinados socialmente a aceitá-lo. No Brasil o Cristianismo é predominante, isso é fato. Em toda cidade se vê igrejas católicas e evangélicas. Dificilmente se veem budistas ou muçulmanos pelas ruas. Já na Arábia Saudita, por exemplo, onde o Islamismo é predominante, dificilmente se vê um cristão. Uma determinada pessoa aqui no Brasil é cristã porque vive num país onde o Cristianismo domina as demais religiões. Ou melhor, é cristã porque seus pais fizeram com que ela se tornasse uma também. Se esta pessoa tivesse nascido na Indonésia, certamente seria muçulmana e seu Deus seria Alá (Allah), o seu salvador Maomé, não Jesus Cristo. Todo crente, independente da sua religião, sempre vai defender o seu Deus. Vai alegar que somente o seu Deus é o verdadeiro, que os demais são mitos e ilusórios, e que são falsos.

O Vírus da Fé pode ser pego através de um pregador carismático ou um livro persuasivo, mas geralmente é hereditário. As crianças são mais vulneráveis. O Vírus da Fé é transmitido logo na infância pelos pais e também professores na escola. Isso acontece de geração a geração. A Cura? Viver abalizado em razão, com pensamentos racionais, resistir às ilusões. Poucos conseguem isso. Aqueles que não conseguem sempre terão na mente as idéias assimiladas através do vírus e serão sempre crentes, ou então, agnósticos com relação a um Deus, céu e inferno, entre outras coisas que são jogadas nas mentes das pessoas desde a infância, principalmente com relação à criação do Universo. A pessoa que não elimina o Vírus da Fé de si, provavelmente infectará a próxima geração. É assim que todas as religiões e crenças se mantêm presentes na vida das pessoas. Quando cito crença, me refiro às milhares que existem pelo mundo.

Toda criança aceita os conhecimentos das figuras de autoridade, ela é geneticamente pré-programada para isso, ou seja, o que seus pais lhe disseram ela vai assimilar como sendo verdade. Por exemplo, um pai diz ao seu filho “não coloque o dedo na tomada porque faz mal”, a criança vai acabar assimilando esta ideia. Outro exemplo, “não pule daí que você vai se machucar”. Uma criança que fosse cética em determinadas situações como estas certamente morreria. Toda criança crê no que pessoas mais velhas lhes dizem. Tudo o que se diz a uma criança ela acreditará, mesmo sendo algo absurdo. Quando esta criança cresce, é certo que passará tudo o que aprendeu para outras crianças, para seus filhos, e assim será de geração para geração, fazendo com que a crença nunca se acabe. Céu e inferno, isso ensinam para as crianças desde pequenas – “se você for uma criança má não vai poder brincar com Jesus e não vai ver o papai do céu”. Vejo que há de fato um grande abuso da inocência infantil com ideias supersticiosas de inferno e castigos.

Ninguém pode dizer que uma criança é Petista só porque os pais são filiados ao PT, ou então que as crianças são tucanas porque os pais seguem o PSDB. Isto porque as crianças são pequenas demais para decidirem em qual partido político querem seguir. Mas quando se trata de religião a história muda. As crianças são obrigadas a seguirem a religião dos pais. Quando cito “obrigadas” afirmo com plena convicção, pois não existem crianças católicas, por exemplo, o que existem são pais católicos. Toda criança é moldada pela crença de seus pais. Ninguém vê pais evangélicos criando filhos católicos.

Suponhamos que você seja uma pessoa católica, ou simplesmente cristã, é bem provável que seja uma pessoa infectada pelo Vírus da Fé. Ou seus pais são muçulmanos e você por conta própria resolveu ser uma pessoa cristã? Você acredita no Deus cristão, o Deus de Abraão. Por que não tem fé em Alá, ou em Zeus, Buda e até mesmo no Unicórnio Cor-de-rosa Invisível? Você é cristão porque foi ensinado que o Deus cristão é o único, que Ele é o criador de tudo e que não há outro além dEle. Lhe ensinaram que Jesus é o salvador e que todos os outros deuses que dizem que existem são falsos. Você é brasileiro, seus pais são brasileiros. No Brasil o Cristianismo predomina. Se você tivesse nascido na Índia, o Vírus da Fé lhe atacaria também, mas certamente você não seria um cristão. Se você nascesse e vivesse na Arábia Saudita, você seria uma pessoa infectada pelo vírus e seria um muçulmano, sua religião seria o Islamismo e não o Cristianismo, seu Deus seria Alá, você teria em mente que o Deus cristão é mito e que todas as histórias da Bíblia não passam de fábulas. Você teria fé em Maomé e não em Jesus. O que faz com que esteja certo com relação a sua religião e errado com relação à crença dos outros? Pare, pense e reflita.

E então, você está infectado?


A razão da existência deste Blog

Algumas pessoas ao lerem os artigos que irei publicar neste blog certamente irão pensar “este sujeito deseja influenciar de forma negativa as pessoas”. É muito provável que leitores religiosos e crentes ficarão ofendidos ao lerem os artigos, virão um respeito insuficiente por suas crenças.

A fé é vista na sociedade como algo inquestionável. Afirmações como “não se pode falar mal de qualquer religião e ponto final”, ou então, “fé não se discute” são ditas por boa parte da população. Quando alguém discute política, por exemplo, criticando o partido que você segue é algo totalmente aceitável. Porém, se alguém critica sua crença, esta pessoa é vista como uma pessoa do mal. Infelizmente em pleno século XXI, o século do conhecimento, os céticos são vistos por muitos na sociedade como pessoas que contém rabo e chifres. Publicarei um artigo especificando esta afirmação.

Existe um respeito exagerado por parte das pessoas pela religião. As pessoas estão acostumadas a não questionarem ideias religiosas, por isso quando alguém resolve debater a fé as pessoas se revoltam. Não vejo nada de errado debater ideias relacionadas à fé, da mesma forma que não há nada de errado debater ideias políticas. O fato é que as religiões têm uma série de privilégios na sociedade. Dificilmente se vê colunas em jornais, revistas, rádios ou programas na Tv sobre ateísmo e ceticismo. O que mais se vê são colunistas religiosos publicando ideias e textos relacionados à fé em Deus (e este Deus não é Alá, Thor, Zeus, Apolo, o Unicórnio Cor-de-rosa Invisível ou qualquer outro Deus que muitas outras crenças defendem). Ou então, há muitos televangelistas tentando converter almas perdidas pelo mundo, transmitindo às pessoas um vírus muito poderoso. Publicarei um artigo sobre este vírus na sequencia.

Então, a razão da existência deste blog se faz valer pela justiça que deve existir na sociedade. Nada mais justo do que um ateu cético ter a oportunidade de publicar seus ideais, da mesma forma que um religioso publica seus textos e afirmações sobre a fé e sobre Deus.


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