O caso do neném Heloisa Matias Lisboa ainda está na memória de todos. Ninguém aceitou o fato de um bebê de um ano e 20 dias ter chegado a óbito por falta de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do estado de Santa Catarina (SAMU). Heloisa precisava ser transferida para um hospital em Joinville, fato que não ocorreu devido à falta de combustÃvel nas ambulâncias.
Heloisa faleceu por pneumonia, insuficiência respiratória e septicemia. A criança teria sofrido três paradas cardiorrespiratórias. Segundo a famÃlia a demora na condução diminuiu as chances de vida da menor.
O caso veio a público após o tio de menina postar nas redes sociais um vÃdeo denunciando toda a situação que envolveu o atendimento da sua sobrinha.
E agora, pouco mais de seis meses após o lamentável fato, a PolÃcia Civil indiciou 14 profissionais do SAMU pelo crime culposo comissivo por omissão.
Segundo a PolÃcia Civil foram escutadas mais de 40 testemunhas, entre profissionais da saúde e familiares, as gravações das conversas telefônicas entre a Central de Regulação do SAMU de Joinville e os profissionais de saúde dos Hospitais São Vicente de Paulo e o Hospital Jesser do Amarante Faria também Joinville foram transcritas e os prontuários médicos também foram estudados. Foi levado em conta também o estresse gerado devido a mudança de ambulância em um posto de combustÃvel em Rio Negrinho.
Com todos estes dados levantados os investigadores constataram que os profissionais envolvidos sabiam do atraso no transporte – Heloisa esperou por 14 horas para ser transferida – e que tinham conhecimento do estado de saúde da neném e não permitiram que terceiros realizassem o abastecimento das ambulâncias para o translado da paciente o que contribuiu para que a bebê viesse a óbito. Indiciando assim os envolvidos pelo crime culposo comissivo por omissão.