Saiba quais são as famílias pioneiras de Mafra
Há 8 anos - Atualizado em
Por Redação Click Riomafra

Residência Saade em 1900 onde hoje é o Alto de Mafra

O artigo é do escritor e pesquisador histórico Henrique Fendrich, autor do livro “A família de Nicolau Becker – Rio Negro, Mafra e Itaiópolis”.

O primeiro grupo de imigrantes alemães e luxemburgueses que chegou a Rio Negro, em fevereiro de 1829, se estabeleceu nos dois lados do rio, ou seja, ocupou também o território que, em nossos dias, pertence ao município de Mafra. Uma análise das listas nominativas, espécie de censo da época, sugere, inclusive, que a maior parte dos imigrantes ficou no lado mafrense. Isso é visível sobretudo na lista de 1850, em que há dois quarteirões distintos, um para cada margem do rio.

Sabemos qual era o de Mafra e qual era o de Rio Negro com base na trajetória dos nomes citados, sendo que em Mafra havia 29 domicílios de alemães, contra apenas 16 no quarteirão de Rio Negro.

A densa ocupação de Mafra pelos pioneiros de Rio Negro é confirmada por meio de registros de terra feitos em 1855 e 1856. Muitos são citados como proprietários no lugar Curralinho, que corresponde a São Lourenço, em Mafra. Outros aparecem no Portão, uma localidade entre Rio Negro e Curralinho, também em Mafra. E também há aqueles que aparecem no lugar Cedro, que fica na atual região de Bela Vista do Sul.

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A fim de que esses nomes não sejam esquecidos, mas que, ao contrário, possam ser reverenciados neste momento em que se comemora o centenário da cidade, listamos a seguir o nome de proprietários que já estavam em Mafra na década de 1850.

Curralinho: Barbara Binz, Nicolau Becker Filho, Pedro Becker, João Becker, Jacob Thibes, Frederico Schlukebier, Jacob Thibes, João Clemens, Nicolau Pickcius, Mathias Pickcius, Felippe Rauen, Nicolau Rauen, Jacob Peters, Theodoro Peters, Valentim Stockschneider, Frederico Stockschneider, Henrique Carlin, Mathias Carlin, Felippe Arbigaus, Nicolau Arbigaus, Mathias Kraus, Henrique Granemann, João Granemann, João Horta, João Grein, João Sauer, Margarida Thibes, Daniel Jungles, Mathias Jungles, Nicolau Schuck, Jacob Leffel, João Carvalho, Elias José de Carvalho, Clementino Xavier, Antônio Gonçalves, Damasceno Gonçalves, Joaquim Pereira dos Santos, Simão de Lorena, Hermenegildo Pereira, Antônio Pereira, Manoel de Lorena, Pedro das Chagas, Francisco das Chagas de Oliveira, José Martins dos Santos, Salvador Martins dos Santos, Manoel Caetano, Rosa Alves, José Elias, Maria Manoela Preto.

São Lourenço: Felippe Arbigaus, João Peters, Mathias Hau, Catharina Schulz, Leonardo Schulz, Maria Horta, Mathias Pickcius, José Ruthes, José dos Santos Santiago, Reginaldo Santiago.

Portão: Nicolau Becker Filho, Pedro Becker, João Becker, Frederico Schlukebier, Adolpho Kemmerich, Felippe Rauen, Nicolau Rauen, Mathias Grein, Mathias Kraus, Frederico Stockschneider, Theodoro Peters, Mathias Jungles, José Francisco de Ramos.

Cedro: Barbara Binz, Frederico Schlukebier, Adolpho Kemmerich, Jacob Peters, Mathias Hau, João Peters, Jacob Leffel.

Há nomes que aparecem em mais de um lugar, e por certo havia outras famílias que, por algum motivo, não aparecem nos registros. Embora Mafra não fosse ainda cidade, e tampouco pertencesse a Santa Catarina, a colonização alemã em seu território se deu alguns dias antes da de São Pedro da Alcântara, tida como a primeira do estado.

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