Justiça de Itaiópolis condena dupla que matou homem no Santo Antônio

Publicado por Gazeta de Itaiópolis - 30/10/2011 - 19h21

Foram submetidos a julgamento da Corte de Justiça de Itaiópolis, na última quinta-feira, 27 de outubro, os denunciados Leandro Makoski conhecido pelo apelido de “Índio” e Romerito Carvalho Stelzner, também conhecido pelo apelido de “Nico”, pelo crime de homicídio.

A solenidade de julgamento iniciou às 9hs. Como eram dois réus, a justiça emitiu sentença em separado. O julgamento encerrou por volta das 23h. O representante do Ministério Público da Comarca argumentou que a dupla poderia ser condenada por indícios do crime, uma vez que não houve confissão de nenhum dos acusados.

A defesa dos réus se baseou na inexistência (dúvidas) de provas periciais e contundentes, que eram insuficientes para imputar a autoria do crime a “Nico” e “Índio”. Foram 14 horas de julgamento. Para o corpo de jurados foram sorteados seis homens. O Ministério Público da Comarca pediu a condenação dos homens, uma vez que estavam juntos no momento do crime, por homicídio qualificado por motivo fútil. Caso a Justiça considerasse o argumento do MP, a pena que poderia ser aplicada aos homens é de 12 anos de prisão, além de pena por omissão de cadáver.

No entanto, depois de longo julgamento, onde cada defensor dos acusados teve até 1h30min para argumentar, a justiça de Itaiópolis (1º grau), proclamou a sentença. Leandro Makoski (Índio) foi condenado a um ano de reclusão pelo crime de ocultação de cadáver, mas a pena pode ser substituída por prestação de serviços a comunidade e o pagamento de um salário mínimo. Romerito Carvalho Stelzner foi condenado a seis anos de reclusão, pelo crime de homicídio simples, previsto no artigo 121 do Código Penal Brasileiro. O cumprimento da pena para Romerito é regime semi-aberto. A dupla ainda pode e tem direito de recorrer da sentença.

A denúncia

Segundo a denúncia do Ministério Público da Comarca, na noite do dia 21 para 22 de maio de 2010 Romerito Carvalho Stelzner esteve na casa de Leandro Makoski, na localidade de Santo Antônio. Antes disso, os dois homens estiveram na casa do sogro do acusado “Índio” e ingeriram certa quantidade de bebida alcoólica – “cuba”. Já na casa de “Índio” ingeriram mais bebida alcoólica. Em certo momento, a vítima José Fernandes de Souza conhecido pelo apelido de “Gadeia”, também compareceu à casa de Leandro, uma vez que morava do outro lado da estrada geral de Santo Antônio, em frente à casa de “Índio”.

A vítima também já estava embriagada. Todos ingeriram bebida juntos e mais adiante iniciaram uma discussão. De um lado “Índio” e “Nico” e de outro “Gadeia”. Todos saíram para fora da casa de Leandro, indo em seguida até a casa de “Gadeia”, em cujos fundos, havia um poço a céu aberto, que não possuía tampa, com alguns metros de profundidade e água no seu interior. A dupla “Índio” e “Nico”, em determinado momento, segundo a denúncia, empurraram “Gadeia” para dentro do poço.

O homem morreu vítima de afogamento. Para tentar esconder o corpo de “Gadeia”, a dupla lançou para dentro do poço um estrado de madeira, um banco de madeira, algumas peças de roupas e até um gato, que foi encontrado morto no poço, no outro dia. Na madrugada do crime, segundo a denúncia, “Nico” ainda ateou fogo a uma fronha que havia no interior da casa da vítima, propagando-se o fogo também para uma cama próxima e também para outros objetos. Segundo o MP, não havia qualquer motivo significativo para a dupla empurrar a vítima para dentro do poço, senão causar a sua morte.

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