Paulinho Dutra confirma sua candidatura a prefeito, critica vereadores e a política mafrense

Publicado por Redação Gazeta de Riomafra - 06/04/2012 - 11h12

Em clima de apreensão, o atual prefeito Paulinho Dutra convocou a imprensa na manhã da última sexta-feira, para comunicar sua decisão de concorrer a prefeito na eleição extemporânea que deverá acontecer na Câmara até o dia 25 deste mês, devido a extinção do mandato do então prefeito Jango Herbst.

Antes de comunicar a sua decisão, Paulinho desabafou e criticou seus pares e forma como se faz politica em Mafra. Em dado momento da coletiva chegou a sentenciar que “…em Mafra existe um ódio político, só falta mandar matar um, um destruir o outro, só falta acontecer isso aqui”, disse Paulinho.

Alegou estar abandonando um projeto politico seu de vereador por mais 4 anos, para ser prefeito até o final do ano. Paulinho criticou um grupo de vereadores e disse estar muito magoado com a forma que os vereadores lhe estão tratando desde que assumiu a Prefeitura. Disse que alguns dos colegas vereadores condicionaram o seu retorno a Câmara com a perda da presidência, se sair da Prefeitura, vai perder a presidência. “Isso é um absurdo, é uma ganância, se eu sair da política em dezembro vou levar essa mágoa, se eu ficar estou inelegível e se voltar perco a presidência, política não se faz assim, falta em Mafra políticos responsáveis, que pensem no município e para isso não precisa pisar em ninguém. Eu espero que a população veja isso, fique atenta, não se chega no poder por força, mas sim pela democracia”, desabafou Paulinho.

Também criticou veementemente a forma como se faz política em Mafra, deixando de lado os interesses do município e visando somente condicionar a eleição de agora com a de 3 de outubro, não se pode ter sede pelo poder, e é isso que esta havendo na política de Mafra.  Lamentou também que não teve oportunidade de sentar com os colegas vereadores, acha que propositalmente para que não tivesse oportunidade de expor seus planos, muitos deles dificultaram e até evitaram conversar com ele sobre o assunto. Embora difícil, Paulinho ainda acredita num consenso em torno do seu nome.

Um repórter da Gazeta lhe questionou, o porquê então, já que se fala em consenso, não escolhem um nome que não seja nenhum dos 10 vereadores e sim um administrador?

Talvez seja isto que Mafra precise nesse momento, até para a paz reinar um pouco na política mafrense, pelo menos até começar a campanha para as eleições de 2012.

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